segunda-feira, 4 de maio de 2009
»Cartas Marcadas de um Baralho em Branco«
Os cálculos rabiscados entre os milhões de rascunhos
Estavam prestes a tornar-se meras cinzas; números escondidos.
A vida voltava a fazer coerência mesmo sem tê-la nos punhos.
A inegável exuberância dos meus sonhos renderam cartas.
Cartas marcadas de um baralho em branco, esperando motivos
Para serem traçados e pintados pelo aval do destino criativo,
Passando por cima dos quadros tortos na parede farta.
Estamos repletos dos outros e vazios de todos.
Formamos cada vez mais estranhos nas mentes
Girando ao redor de eixos inexistentes
Cópia de ás de espada tolo.
Figura sem cor que mente.
Carta marcada sem consolo.
quinta-feira, 23 de abril de 2009
»Poli e Eu«
"São arrogantes, petulantes e precisam mesmo é de uma boa f***! São máquinas de fazer provas. De que adianta saber muito e não saber usar?"
Opinião esta de um engenheiro taubateano.
De acordo com meus amigos engenheiros campineiros, formados na UNICAMP, São Paulo não é patamar de comparação, visto que não conhecem um mero engenheirinho descente. E de qualidade meus amigos conhecem: empregados antes de formados (não, não é estágio, é emprego mesmo), alguns nas terras americanas a estudar petróleo, outros contratados por empresas de culhão internacional, outros nos rios de $ proporcionados por quem realmente sabe trabalhar.
Após um série de pesquisas cheguei a uma conclusão.
Chupa Poli. Mas gostoso. Nasceu do nicho que te fez ter a cara enfiada nos livros e esquecer do jogo de cintura. Ser pau mandado, como pude presenciar.
Sou físico, sou professor. Estou no meio acadêmico e dou aula para engenheiros que, ao contrário de muitos, trabalham para sustentar uma casa, uma família, uma faculdade, uma dignidade, como diria Marx. Como filho de professor, este também engenheiro, como descendente de uma família de antigos lecionadores percebo que o problema não está somente na Poli.
Nossas crianças não aprendem, tornam-se máquinas de tabuada. Nossos adolescentes não são criativos, são jovens transviados e sem rumo. Nossos futuros profissionais pessoas manufaturadas aos moldes de cinquenta anos atrás.
Posso não mudar o mundo, mas farei diferença.
domingo, 19 de abril de 2009
»A Modesta Cultura da Saudade«
A tempestade enxarca a socidade em sua vontade, sem utilidade, de vaidade.
Existe uma infinidade de peculiaridades na sanidade.
quarta-feira, 15 de abril de 2009
terça-feira, 14 de abril de 2009
»♥♠♦♣«
VIDA
terça-feira, 7 de abril de 2009
»Porque ainda não te conheço...I«
De te amar antes de saber quem é, continuo sem parar.
Without You
Silverchair
Composição: Indisponível
Miles Away
There's hopeless smiles brighter than mine
And I need for you to come and go
Without the truth falling out.
Old incisions refusing to stay
Like sun through the trees on a cloudy day
You brighten my life like a polystyrene hat
But it melts in the sun like a life without love
And I've waited for you so I'll keep holding on
Without You (2X)
Telephone
Socially scared and impaired
If the trees will bloom the wind can blow
Without the fruit falling out
Old incisions refusing to stay
Like sun through the trees on a cloudy day
You brighten my life like a polystyrene hat
But it melts in the sun like a life without love
And I've waited for you so I'll keep holding on
Without You (2X)
Feels like the wind blows
Holding you with us
She takes no other
False light and ashes
Blooming like winter
You brighten my life like a polystyrene hat
But it melts in the sun like a life without love
And I've waited for you so I'll keep holding on
Without You (3x)
»Porque ainda não te conheço...II«
De te amar antes de saber quem é, continuo sem parar.
Without You
Silverchair
A milhas de distânciahá sorrisos sem esperança mais brilhantes que o meu.
E eu preciso de você pra ir e vir
sem que a verdade seja esquecida
Velhas lembranças se recusam a permanecer,
como o sol através das árvores,
em um dia nublado
Telefone...
Socialmente assustado e prejudicado.
Se as árvores florecerão o vento pode soprar
sem que as frutas caiam
É como se o vento soprasse
segurando-te conosco
Ela não aceita mais falsas luzes e cinzas
Florescendo como o inverno
Você iluminou minha vida, como um chapéu de poliéster,
mas ele derrete-se ao sol como uma vida sem amor.
Mas eu esperei por você então me manterei firme.
Sem você...
segunda-feira, 30 de março de 2009
»Sete - Luxúria«
Quem vai lamber tudo o que você quis e te mostrou que a língua é um órgão tão gostoso? Me diz como você se sentiu da PRIMEIRA VEZ? Você lembra, eu sei. Você vai lembrar de tudo.
Quem vai puxar seu cabelo pela nuca, hein? Fala logo pra mim do fogo que queimava enquanto o lençol dessarrumava. Como era sua boca em torno da minha? Como é sentir a respiração ofegante junto ao rosto? Pernas, barriga, seios, braços, mãos. Isso é muito pouco.
Nunca sentir-se satisfeito: gula
Querer conseguir melhores: vaidade
Desejo incontrolável: inveja
A dor da negação: ira
A calmaria do após: preguiça
Nossa possessividade: avareza
LUXÚRIA.
Vem e me diz se isso tudo não passa de sonho, tal qual o que me peguei acordado, entrelaçado pelas coxas de outra, sugado pelos lábios de qualquer uma e cheio daquela ânsia latejante. Se mostra flamejante; salta, brilha e grita! Grite!
Grite, pois ela está aí.
E aqui também.
Será que você encontrou a luxúria? Ela se esconde muito bem...
segunda-feira, 9 de março de 2009
»Sete - Vaidade«
Pecado típico das mulheres, a vaidade abate com moderação os homens, confundida muitas vezes com o orgulho. A sensação de perda, de não fazer algo tão bom quanto o esperado frustra antes mesmo do realizado. Escrever tão bem quando gostaria, agradar uma pessoa esperando retorno, sentir rancor e até ter saudade; acho que todos se enquadram à vaidade.
A soberba material.
A diminuta vontade de melhorar.
A falta de paixão por outrem.
O excesso de vaidade.
sábado, 28 de fevereiro de 2009
»Sete - Inveja«
Da quietude noturna do deserto. Da tempestade em fúria nos oceanos.
Inveja pela simples curiosidade de tê-la. Talvez por não conseguir sentir-se completo. Mas humanos não o são. Ou quem sabe...
Tenho inveja da Lua. O satélite dos enamorados, dos boêhmios e das mulheres da vida. Musa de pinturas, de obras e cântigos. Causa insônia de prazer. Revela a todos o mundo em sua fase cheia, mas sempre tem um lado que nunca foi visto.
Como não invejar estrelas? Em toda sua combustão primordial, a energia vital que as move é comsumida até a morte. A força de vontade parece divina; rompendo obstáculos em faíscas. Aqui de baixo vemos pequeninas bolinhas brilhantes do passado, piscando e sempre mexendo com nossa imaginação. Invejar estrelas é saber apreciar.
Mas nada é mais invejável que os cometas.
São raros, são misteriosos, são mágicos. Afinal de contas sempre nos pegamos como crianças ao termos a sorte (ou inveja) de vê-los. Nosso primeiro contato é o de vislumbrar. O segundo é o de desejar. O terceiro é fé.
Inveje.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
»Sete - Avareza«
Não sei perder. Ainda não aprendi a deixar o vazio em minha alma e um fosso no coração. Sim, tenho dificuldade em deixar-te ir. Qualquer coisa. Pensamentos, lembranças, calçados velhos, cabelos compridos. Quem sabe até as bitas de cigarro.
Avareza gera o medo?
Avareza gera a ansiedade?
Avareza gera a insatisfação?
E muda alguma coisa?
Continuo sem saber perder.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
»Sete - Gula«
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
"Sete - Preguiça"
"Não há fardo mais pesado que o da preguiça."
"Se tem preguiça o lavrador, comem-lhe os ratos o melhor."
"Muitas vezes, se perde por preguiça o que se ganha por justiça."
"A preguiça começa nas teias de aranha e acaba nas grades da cadeia."
"A preguiça caminha tão devagar, que a pobreza em pouco a alcança."
"A preguiça gera cuidados; o descanso sem necessidade produz desgosto."
"O preguiçoso é irmão do mendigo."
"A preguiça nunca fez bom feito."
"O preguiçoso é sempre pobre."
"Preguiça é a mãe do capeta.""Ctrl+C, Ctrl+V"
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
»Sete - Ira«
Me fascina esse jeito incontrolável, essa mãe protegendo filhotes.
Me fascina.
Sente-se prazer na cólera, na ânsia de impulsionar fins, resolver dilemas, cortar pela raíz. O gozo do ódio é simples: apenas resolver.
Quanto mais melhor.
Ira.
Nada mais que ela.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
»Onde vou te encontrar?«
Ela vai gostar do meu cabelo? Será que vou ficar muito nervoso? Vai me deixar escutar Pink Floyd bem alto e me ensinar forró? Vai tomar chuva comigo e rir das minhas piadinhas infâmes? Me dará apelidos?
Ela vai usar salto mesmo sendo "muito maior de grande"? Vai discutir filosofia, religião, sociologia e até um pouco de física? Ela vai querer que eu seja pai dos filhos dela? Será que eu vou gostar dos seus parentes?
Hum... Numa festa? Ela vai nutrir esse meu amor por livros? Vai ler o que eu escrevo, sem puxar o saco, mas fazendo críticas construtivas? Será que ela vai entender meu silêncio? Ver filme e chorar no meu ombro?
Como estarei?
Pra onde iremos?
Ela vai comigo?
Amamos?
Deixa pra lá...
Estou aqui. Um dia ela aparece.

