quarta-feira, 5 de agosto de 2009
»Presente: a Máquina do Futuro«
quinta-feira, 23 de julho de 2009
»Dançando no Vigésimo«
Móveis Coloniais de Acaju
Tudo que eu queria dizer
Alguém disse antes de mim
Tudo que eu queria enxergar
Já foi visto por alguém
Nada do que eu sei me diz quem eu sou
Nada do que eu sou de fato sou eu?
Tudo que eu queria fazer
Alguém fez antes de mim
Tudo que eu queria inventar
Foi criado por alguém
Nada do que eu sou me diz o que sei
Nada do que eu sei de fato é meu?
Algo explodiu no infinito
Fez de migalhas
Um céu pontilhado em negrito
Um ponto meu mundo girou
Pra criar num minuto
Todas as coisas que são
Pra manter ou mudar
Sempre que eu tento acabar
Já desisto antes do fim
Sempre que eu tento entender
Nada explica muito bem
Sempre a explicação me diz o que sei:
“Sempre que eu sei, alguém me ensinou”
Agora reinvento
E refaço a roda, fogo, vento
E retomo o dia, sono, beijo
E repenso o que já li
Redescubro um livro, som, silêncio,
Foguete, beija-flor no céu,
Carrossel, da boca um dente
Estrela cadente
Tudo que irá existir
Tem uma porção de mim
Tudo que parece ser eu
É um bocado de alguém
Tudo que eu sei me diz do que sou
Tudo que eu sou também será seu
segunda-feira, 20 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
»Sonhos que Podemos Ter...«
Engenheiros do Hawaii
Composição: Humberto Gessinger
Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Um dia me disseram
Que os ventos
Às vezes erram a direção
E tudo ficou tão claro
Um intervalo na escuridão
Uma estrela de brilho raro
Um disparo para um coração...
A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...
Um dia me disseram
Quem eram os donos
Da situação
Sem querer eles me deram
As chaves que abrem
Essa prisão
E tudo ficou tão claro
O que era raro, ficou comum
Como um dia depois do outro
Como um dia, um dia comum...
A vida imita o vídeo
Garotos inventam
Um novo inglês
Vivendo num país sedento
Um momento de embriaguez...
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter...
Um dia me disseram
Que as nuvens
Não eram de algodão
Sem querer eles me deram as chaves que abrem essa prisão
Quem ocupa o trono
Tem culpa
Quem oculta o crime
Também
Quem duvida da vida
Tem culpa
Quem evita a dúvida
Também tem...
Somos quem podemos ser...
Sonhos que podemos ter....
domingo, 5 de julho de 2009
»Sonhos«

Carl Gustav Jung , baseado na observação de seus pacientes e em experiências próprias, tornou mais abrangente o papel dos sonhos, que não seriam apenas reveladores de desejos ocultos, mas sim, uma ferramenta da psique que busca o equilíbrio por meio da compensação. Ou seja, alguém masculinizado pode sonhar com figuras femininas que tentam demonstrar ao sonhador a necessidade de uma mudança de atitude. Na busca pelo equilíbrio, personagens arquetípicas interagem nos sonhos em um conflito que buscam levar ao consciente conteúdos do inconsciente. Entre essas personagens, estão a anima (força feminina na psique dos homens), o animus (força masculina na psique das mulheres) e a sombra (força que se alimenta dos aspectos não aceitos de nossa personalidade). Esta última, nos sonhos, são os vilões. Um aspecto muito importante em se atentar nos sonhos, segundo a linha junguiana, é saber como o sonhador, o protagonista no sonho (que representa o ego) lida com as forças malignas (a sombra), para se averiguar como, na vida desperta, a pessoa lida com as adversidades, a autoridade e a oposição de idéias. Jung aponta os sonhos como forças naturais que auxiliam o ser humano no processo de individuação.
Ao contrário de Freud, as situações absurdas dos sonhos, para Jung, não seriam uma fachada, mas a forma própria do inconsciente de se expressar. Para o mestre suíço, há os sonhos comuns e os arquetípicos, revestidos de grande poder revelador para quem sonha. A interpretação de sonhos é uma ferramenta crucial para a psicologia analítica, desenvolvida por Jung.
domingo, 28 de junho de 2009
»Jesus e Kardec«

Ante a Revelação Divina, assevera Jesus: - "Eu não vim destruir a Lei."
E reafirma Allan Kardec:- "Também o Espiritismo diz: - não venho destruir a lei cristã, mas dar-lhe execução."
Perante a grandeza da vida, exclama o Divino Mestre:- "Há muitas moradas na casa de meu Pai."
E Allan Kardec acentua: - "A casa do Pai é o Universo. As diferentes moradas são os mundos que circulam no espaço infinito e oferecem aos Espíritos, que neles reencarnam, moradas correspondentes ao adiantamento que lhes é próprio."
Exalçando a lei de amor que rege o destino de todas as criaturas, advertiu-nos o Senhor: - "Amai-vos uns aos outros como eu vos amei."
E Allan Kardec proclama: - "Fora da caridade não há salvação."
Destacando a necessidade de progresso para o conhecimento e para a virtude, recomenda o Cristo: - "Não oculteis a candeia sob o alqueire."
E Allan Kardec acrescenta: - "Para ser proveitosa, tem a fé que ser ativa; não deve entorpecer-se."
Encarecendo o imperativo do esforço próprio, sentencia o Senhor: - "Buscai e achareis."
E Allan Kardec dispõe: - "Ajuda a ti mesmo que o Céu te ajudará."
Salientando o impositivo da educação, disse o Excelso Orientador: - "Sede perfeitos como é perfeito vosso Pai Celestial."
E Allan Kardec adiciona: - "Reconhece-se o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações infelizes."
Enaltecendo o espírito de serviço, notificou o Eterno Amigo: - "Meu Pai trabalha até hoje e eu trabalho também."
E Allan Kardec confirma: - "Se Deus houvesse isentado o homem do trabalho corpóreo, seus membros ter-se-iam atrofiado, e, se houvesse isentado do trabalho da inteligência, seu espírito teria permanecido na infância, no estado de instinto animal."
Louvando a responsabilidade, ponderou o Senhor: -"Muito se pedirá a quem muito recebeu."
E Allan Kardec conclui: - "Aos espíritas muito será pedido, porque muito hão recebido."
Exaltando a filosofia da evolução, através das existências numerosas que nos aperfeiçoam o ser, na reencarnação necessária, esclarece o Instrutor sublime: - "Ninguém poderá ver o Reino de Deus se não nascer de novo."
E Allan Kardec conclama: - "Nascer, viver, morrer, renascer ainda e progredir sempre, tal é a lei."
Consagrando a elevada missão da verdadeira ciência, avisa o Mestre dos mestres: - "Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres."
E Allan Kardec enuncia: - "Fé inabalável só aquela que pode encarar a razão face a face."
Tão extremamente identificado com o Mestre Divino surge o Apóstolo da Codificação, que os augustos mensageiros, que lhe supervisionaram a obra, foram positivos nesta síntese que recolhemos da Resposta à Pergunta número 627, em "O Livro dos Espíritos":
"Estamos incumbidos de preparar o Reino do Bem que Jesus anunciou."
Emmanuel
Kardec. Direção, Sentido. A Chave.
quarta-feira, 17 de junho de 2009
quarta-feira, 10 de junho de 2009
»Chama«
Torna em cinzas para retornar ao pó e me chama para jogá-la ao mar sem fim.
Grite e apele a mim quando o que restar for somente chamas em nosso olhar.
Mas queime tudo, pois agora quem não consegue chamar está sem chama.
E nessa estou sem voz. Sem fogo.
Vem aquecer meu corpo do torpor permanente em meu peito e tome minha atenção para você.
Deixe encontrar na tua voz aquele morno gostoso dos dias de frio...
Forja o ferro em espada e crava clamando por Deus...
...mas não me espere; minha chama não chama mais teu calor.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
»O Come-Quieto«
Procurando no google eu encontro na minha segunda opção:
QUEM COME QUIETO, COME SEMPRE..., Casa dos Contos Eróticos19 Nov 2004 ... Levei a Ana no ponto final do ônibus, nos beijamos e ela foi embora rebolando sua bunda maravilhosa dizendo: - Quem come quieto, come sempre ...
www.casadoscontos.com.br/texto/200411192 - 26k - Em cache - Páginas Semelhantes -
Ok. Digo até que fiquei impressionado com minha segunda forma de busca. Michaelis da UOL. Come-quieto existe. Vamos ver...
come-quieto
co.me-qui.e.to
sm 1 Calçado de lona; tênis. 2 Indivíduo discreto que não alardeia suas aventuras. Pl: come-quietos.
Calçado?!?!?! Minha curiosidade... Procurei, mas muito mal. Você conhece? É, nem eu... Conhece um come-quieto? Não, né? Senão já não é come-quieto. É, te peguei.
Indivíduo discreto...
Não alerdeia suas aventuras...
Não é tão inteligente quanto é esperto. E talvez se ache demais.
Acho que ele é prolixo.
E tenho o dito.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
»♫«
Do dia 06 de junho até dia 24 de junho. Exatos 18 dias.
O mês das lembranças.
O mês da amargura.
O mês do silêncio dolorido.
Voltam as lembranças. Retorna o medo.
Mas de que, ao certo?
domingo, 24 de maio de 2009
»Pandaˉ¹«
Diria até meio trocada.
Seu olhar disposto...
Um calor no rosto...
Mas está adorável
Com vergonha?
Te agarro
terça-feira, 12 de maio de 2009
»Displicente«
adj m+f (lat displicente) 1 Que causa displicência; desagradável, molesto. 2 Que revela, ou em que há displicência ou descaso; desmazelado, desleixado, negligente.
Deixar-te ir não é agradável. É displicente.
Não ter teu afago é uma negligência a minha vontade. É uma displicência.
Deixar de sentir doces aromas ao pescoço é descaso. Imensa displicência.
Mas creio que rios e meses unem-se e formam nomes que permeiam os problemas. Não tenho o direito de julgar, mas julgado como fui, tenho o direito de ficar chateado. E é assim que percebo como o medo persegue. O medo do bom e do ruim, assim como do desconhecido e do imprevisto. A imprevisibilidade do escritor te expôs ao terror da ilusória ignorância. Esta, por sua vez, faz perder o senso de certo e errado, justo e injusto, fato e imaginação.
Mas talvez eu esteja errado.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
»Cartas Marcadas de um Baralho em Branco«
Os cálculos rabiscados entre os milhões de rascunhos
Estavam prestes a tornar-se meras cinzas; números escondidos.
A vida voltava a fazer coerência mesmo sem tê-la nos punhos.
A inegável exuberância dos meus sonhos renderam cartas.
Cartas marcadas de um baralho em branco, esperando motivos
Para serem traçados e pintados pelo aval do destino criativo,
Passando por cima dos quadros tortos na parede farta.
Estamos repletos dos outros e vazios de todos.
Formamos cada vez mais estranhos nas mentes
Girando ao redor de eixos inexistentes
Cópia de ás de espada tolo.
Figura sem cor que mente.
Carta marcada sem consolo.



