Meus últimos vinte minutos em 2008 são assim. Com milhões de histórias e inúmeros causos, mas nenhum que gostaria falar. Nesses vinte minutos eu escrevo o que você vai demorar menos de um minuto para ler.
Meus últimos vinte minutos em 2008 se fazem olhando fogos de artifício da janela, esperando que eles brilhem no peito. São vinte minutos que lembrei de fatos e fiquei triste; outros, feliz. Alguns de profundo retrocesso, outros de gostoso saudosismo. Passo nesses últimos minutos com a lembrança do que foi bom, do aprendizado sobre o que passou.
Nos vinte minutos falo sobre amor e paixão. Acabei por conhecer realmente alguém hoje e me lembrei de como lágrimas escorriam, mas também como dar ótimas risadas. São vinte minutos percebendo que tem muito a escrever, mas nada acaba por realmente fluir. São minutos onde escuto rojões, músicas, cantos. Por que me sinto tão surdo?
Lembrei de você, e de você também, é claro. Dele também, e se não fosse agora, estaria esquecendo daquele lá. Lembro de cada vez mais pessoas, de cada vez mais contos, de cada vez mais histórias, mais piadas, mais amigos, mais risadas, mais, mais e mais. Lembro-me de vocês todos, mesmo que acabe esquecendo o nome certas vezes... É um problema sério.
Sinto meu coração pular nesses últimos 20 minutos, o que é bom, presumo. Sinto um frio na espinha também. É estranho. Como um dia qualquer, amanhã terá o mesmo Sol, os mesmo pássaros e os mesmos oceanos. O que me intriga é por que apenas um número chave pode causar tanta ansiedade: 2009.
Nesses últimos vinte minutos, que agora se fazem cinco, eu acerteria meu relógio, se a loja não tivesse me dado cano. Teria dinheiro se tivesse também um emprego, assim como um cartão que não tivesse sido clonado. São quatro minutos.
A expectativa fica grande. Que coisa de louco. Não é nada demais. E nesses três últimos minutos eu lembro do que não deveria. Mas passa...
Respiro fundo. A bermudinha rosa que todo mundo fala tá aqui de novo. Achei que eu ia conseguir passar pelado, sem essa de roupa branca, verde, azul, esperança, paz ou o que for.
Dois minutos e eu estou de rosa e amarelo.
Não passarei disso, ficarei um minuto sozinho. Pois sempre existe um limite.
Feliz Ano Novo!
Frederico Augusto Silva Vieira
quarta-feira, 31 de dezembro de 2008
»O Mal Crônico«
O mal crônico não vem das relvas, das pastagens e selvas. O mal crônico está a galope, marchando com o estandarte fincado em algum lugar que você não percebe. O anacronismo dessa caminhada paulatina faz o homem cair e o cavalo pisar. O clichê torna-se inusitado e o surpreendente fica acanhado. Dessa toda explosão, torcemos para que as ferraduras não nos acertem mais do que o necessário.
O mal crônico é incontrolável e exibido. Faz questão de mostrar-se e vangloriar-se: "Estoy aqui!". Ou quem sabe "here and now". Não interessa o modo, ele mostra dentes ragendo, unhas roídas e ansiedades máximas. O mal crônico é insuportável. Fazendo-se de tolo ele finca os dormentes e faz o maquinista ir a toda.
O mal crônico existe, mas não deveria.
Ele age, mas não enxerga.
Ele ri sem senso de humor.
O mal crônico.
O mal crônico é incontrolável e exibido. Faz questão de mostrar-se e vangloriar-se: "Estoy aqui!". Ou quem sabe "here and now". Não interessa o modo, ele mostra dentes ragendo, unhas roídas e ansiedades máximas. O mal crônico é insuportável. Fazendo-se de tolo ele finca os dormentes e faz o maquinista ir a toda.
O mal crônico existe, mas não deveria.
Ele age, mas não enxerga.
Ele ri sem senso de humor.
O mal crônico.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
»Se eu fosse Luz...«
...veria isso passando rápido pela minha frente. Eu conseguiria parar de me enganar e conseguiria concluir meus planos. Se eu viajasse dessa maneira poderia te pegar e carregar no colo, te tiraria do castelo de ilusão que vive e te colocaria no jardim de belezas reais. Ah, se eu pudesse ser como a luz... Eu seria energia e te encheria de prazer. Eu tocaria Pink Floyd e Móveis Coloniais como se fossem todos a mesma batida de Ivete Sangalo. Eu poderia ver partículas de amor e entender sua dualidade com as ondas de paixão.
Como eu queria viajar como a Luz. Para ser sincero, gostaria de ser luz não para ir para o futuro, mas para tentar ir mais rápido ainda e coltar ao passado, pois é lá que quero chegar. Foi lá que deixei meu revolver, logo embaixo de meu travesseiro. Foi lá também que deixei meu encanto por Natal e Ano Novo, junto com as tranqueiras que me perseguem. O passado me deixou cicatrizes, me deixou dívidas, me deixou a vontade de ser Luz.
Tenho saudade da ignorância infantil, da juventude embriagada e da irresponsabilidade que engatinhava. Hoje sou um suposto composto misto de pequenas esferas, meramente subjetiva; criações de pesquisadores. Entretanto não consigo discernir o que é bom, o que é ruim, o que é esfera ou triânulo.
O dia amanhece mais uma vez e eu sei que nada vai ser lido.
O dia amanhace e nada mais mudou.
O dia amanhece e os olhos doem, a cabeça lateja...
...e o coração perturba.
Como eu queria viajar como a Luz. Para ser sincero, gostaria de ser luz não para ir para o futuro, mas para tentar ir mais rápido ainda e coltar ao passado, pois é lá que quero chegar. Foi lá que deixei meu revolver, logo embaixo de meu travesseiro. Foi lá também que deixei meu encanto por Natal e Ano Novo, junto com as tranqueiras que me perseguem. O passado me deixou cicatrizes, me deixou dívidas, me deixou a vontade de ser Luz.
Tenho saudade da ignorância infantil, da juventude embriagada e da irresponsabilidade que engatinhava. Hoje sou um suposto composto misto de pequenas esferas, meramente subjetiva; criações de pesquisadores. Entretanto não consigo discernir o que é bom, o que é ruim, o que é esfera ou triânulo.
O dia amanhece mais uma vez e eu sei que nada vai ser lido.
O dia amanhace e nada mais mudou.
O dia amanhece e os olhos doem, a cabeça lateja...
...e o coração perturba.
terça-feira, 23 de dezembro de 2008
»**humpf**«
Se eu tivesse que dar conselhos ou escrever um livro de auto-ajuda, provavelmente seria um best-seller. Estou certo de que tenho um discurso belo e palavras que convencem. Entretanto eu não posso fazer isso. Seria imensa hipocrisia de minha parte.
Os parentes que já não são mais parentes.
As palavras que outrora foram ardentes.
As fotos que se tornaram ilusões.
A culpa onipotente dos tantos arranhões.
Nem as rimas são tão bonitas como eram, nem voar é como antes. Estar no alto é estar embriagado, não mais apaixonado. Estar deitado causa desespero, assim como o pé direito se faz de esquerdo todos os dias quando acordo.
Apaguei o que tinha para falar. Que vergonha.
Os parentes que já não são mais parentes.
As palavras que outrora foram ardentes.
As fotos que se tornaram ilusões.
A culpa onipotente dos tantos arranhões.
Nem as rimas são tão bonitas como eram, nem voar é como antes. Estar no alto é estar embriagado, não mais apaixonado. Estar deitado causa desespero, assim como o pé direito se faz de esquerdo todos os dias quando acordo.
Apaguei o que tinha para falar. Que vergonha.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
»"A ansiosa solitude pela vida"«
"Por isso vos digo: não estejais ansiosos quanto à vossa vida, pelo que haveis de comer ou pelo que haveis de beber; nem, quanto ao vosso corpo, pelo que haveis de vestir. Não é a vida mais do que o alimento, e o corpo mais do que o vestuário? Olhai para as aves do céu, que não semeiam, nem ceifam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não valeis vós muito mais do que elas? Ora, qual de vós, por mais ansioso que esteja, pode acrescentar um côvado à sua estatura? E pelo que haveis de vestir, por que andais ansiosos? Olhai para os lírios do campo, como crescem; não trabalham nem fiam; contudo vos digo que nem mesmo Salomão em toda a sua glória se vestiu como um deles. Pois, se Deus assim veste a erva do campo, que hoje existe e amanhã é lançada no forno, quanto mais a vós, homens de pouca fé? Portanto, não vos inquieteis, dizendo: "Que havemos de comer?" Ou: "Que havemos de beber?" Ou: "Com que nos havemos de vestir?" Pois a todas estas coisas os gentios procuram. Porque vosso Pai celestial sabe que precisais de tudo isso. Mas buscai primeiro o seu reino e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas. Não vos inquieteis, pois, pelo dia de amanhã; porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. Basta a cada dia o seu mal."
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
»Por toda minha vida«
"O que me faz sofrer é sentir que o que encheria qualquer mulher de felicidade, ou seja, teu, teu maravilhoso amor, o teu amor generoso, bom, apaixonado. E essas coisas lindas que você me diz, tudo isso me causa ansiedade, me leva ao desespero. Quanto mais eu penso em me entregar totalmente a você, tanto mais terror eu tenho do que seria de mim se esse teu amor ardente se apagasse."
(Arnaldo Jabor, do livro que virou filme "Eu Sei que vou te Amar")
(Arnaldo Jabor, do livro que virou filme "Eu Sei que vou te Amar")
»Olhos Claros, Morenas«
Foi assim: Mariana, Juliana, Luiza, Fernanda. Entre elas, Daniela, Marcela, Mariana... Sempre olhos claros. Sobretudo morenas. Fui enganado uma vez durante 3 anos por uma certa loira escura número X. Sempre acabo sucumbindo aos prazeres e desejos de morenas de olhos transparentes.Agora, como posso parar de escrever para mulheres morenas de olhos claros?
Não, não consigo. São cabelos escuros, são peles claras e olhos estalados. Pergunto a mim mesmo o motivo da desilusão maior: erro meu? Erro seu? Hoje nao importa. Ainda quero olhos claros. São minha perdição, meu fraco, minha kriptonita.
São olhos claros que zelam por mim.
Não, não consigo. São cabelos escuros, são peles claras e olhos estalados. Pergunto a mim mesmo o motivo da desilusão maior: erro meu? Erro seu? Hoje nao importa. Ainda quero olhos claros. São minha perdição, meu fraco, minha kriptonita.
São olhos claros que zelam por mim.
domingo, 30 de novembro de 2008
sábado, 29 de novembro de 2008
»Apenas Cinco Coisas«
Talvez hoje eu não tenha muito o que escrever, pois hoje foi dia de escutar.
Escutei o que minha consciência tinha para me falar. Escutei enquanto andava para o trabalho, enquanto acordava, enquanto socorria minha imaginação de mim mesmo. Eu não parava de escutar o Grilo cochichando, informando que era dia 28 de novembro, dia fatídico, mas que ia passar. E passou.
Durante a noite passei a ler. Li pessoas escrevendo mensagens de preocupação, mensagens de euforia, de glória, de ajuda, de saudade. Li palavras novas, com um tom de rosa que a muito eu não via. Indaguei-me sobre o amor, sobre os caminhos e até sobre como ainda sou capaz de amar. Discuti sobre autores, sobre jóias literárias, sobre páginas em branco.
Estou escrevendo em minhas páginas em branco. Escreve também!
Escutei o que minha consciência tinha para me falar. Escutei enquanto andava para o trabalho, enquanto acordava, enquanto socorria minha imaginação de mim mesmo. Eu não parava de escutar o Grilo cochichando, informando que era dia 28 de novembro, dia fatídico, mas que ia passar. E passou.
Durante a noite passei a ler. Li pessoas escrevendo mensagens de preocupação, mensagens de euforia, de glória, de ajuda, de saudade. Li palavras novas, com um tom de rosa que a muito eu não via. Indaguei-me sobre o amor, sobre os caminhos e até sobre como ainda sou capaz de amar. Discuti sobre autores, sobre jóias literárias, sobre páginas em branco.
Estou escrevendo em minhas páginas em branco. Escreve também!
“Quero apenas cinco coisas…
Primeiro, o amor sem fim…
A segunda, ver o outono…
A terceira, o grave inverno…
Em quarto lugar, o verão…
A quinta coisa são teus olhos…
Não quero dormir sem teus olhos.
Não quero ser sem que me olhes.
Abro mão da primavera para que
continues me olhando.”
Pablo Neruda
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
»Minha cara, minha moeda«
Como é difícil fazer parte de nós morrer. Como posso , através de meditação, concentração ou qualquer outro nome que se dê, impedir que esses pensamentos corrompam meu ser. É uma coisa que me incomoda.
»»»Minha cara, minha moeda«««
Sabe, eu te amo de uma maneira que as palavras não expressam. Te amo de uma maneira complicada, de um jeito sarcástico, sádico, tempestuoso e galante. Te amo assim como alguém que procura abrigo, uma companheira, uma pessoa pra cuidar. Te amo não como aquela história do infinito enquanto dure, mas sim da duração ao infinito. Amo-te de forma estravagante, exótica, diferente. Sinto paixão e calor só de te imaginar e sinto saudades ao cair na realidade.
Fico longe da percepção real quanto o assunto é você. Fico idealisando coisas que não podem ser verdade, ou melhor, gostaria que fossem. Queria você perto de mim, queria você me fazendo carinho. Quero, de qualquer maneira, esquecer o teclado, jogar o lápis fora e sair correndo para te agarrar. Sentir o afago, a respiração ofegante, o puxar de cabelos na nuca.
Gostaria de parar de fantasiar essa louca conduta que me faz sofrer, essa saudade insandecida que me faz delirar ao redor do mesmo ponto durante tanto tempo. E durante tanto tempo não conseguir progredir. Gostaria de apagar o que resta e preencher o vazio natural do ser humano , não com você, mas conosco. Gostaria de crescer e viver cada fase imoprtante. Quero chorar e sorrir, quero pular e tomar chuva, quero respirar e embalar.
Não consegui perceber que você era a mulher de minha vida. Sem você não consigo pensar em outra coisa. Sem você não consigo ficar calado, sozinho, estagnado. As sinapses ne incomodam.
Quero uma injeção de endorfina, de morfina, de adrenalina, de heroína. Quero ser convidado do cacique; quero parar de temer.
Quero você.
»»»Minha cara, minha moeda«««
Sabe, eu te amo de uma maneira que as palavras não expressam. Te amo de uma maneira complicada, de um jeito sarcástico, sádico, tempestuoso e galante. Te amo assim como alguém que procura abrigo, uma companheira, uma pessoa pra cuidar. Te amo não como aquela história do infinito enquanto dure, mas sim da duração ao infinito. Amo-te de forma estravagante, exótica, diferente. Sinto paixão e calor só de te imaginar e sinto saudades ao cair na realidade.
Fico longe da percepção real quanto o assunto é você. Fico idealisando coisas que não podem ser verdade, ou melhor, gostaria que fossem. Queria você perto de mim, queria você me fazendo carinho. Quero, de qualquer maneira, esquecer o teclado, jogar o lápis fora e sair correndo para te agarrar. Sentir o afago, a respiração ofegante, o puxar de cabelos na nuca.
Gostaria de parar de fantasiar essa louca conduta que me faz sofrer, essa saudade insandecida que me faz delirar ao redor do mesmo ponto durante tanto tempo. E durante tanto tempo não conseguir progredir. Gostaria de apagar o que resta e preencher o vazio natural do ser humano , não com você, mas conosco. Gostaria de crescer e viver cada fase imoprtante. Quero chorar e sorrir, quero pular e tomar chuva, quero respirar e embalar.
Não consegui perceber que você era a mulher de minha vida. Sem você não consigo pensar em outra coisa. Sem você não consigo ficar calado, sozinho, estagnado. As sinapses ne incomodam.
Quero uma injeção de endorfina, de morfina, de adrenalina, de heroína. Quero ser convidado do cacique; quero parar de temer.
Quero você.
terça-feira, 25 de novembro de 2008
»Djsus!!«
No reino da vadiagem agente esquece dos afazeres. No reino da loucura agente fica insandecido respirando. No mar de vontade agente esquenta e, se demorar, apela pra auto-ajuda. Nesse turbilhão de memórias perdidas, nessa chantagem cerebral, onde perfumes e resquícios de papel fazem estragos, a única coisa que resta é o fogo, por que plasma que se preze é muito ionizado.
Eu tenho muito o que escrever e nada pra dizer. Eu tenho músicas e melodias, mas nenhuma para ser cantada. Putz, eu queria ser o He-man, mas sem aquele cabelinho. Ter um Gato Guerreiro? Não, também. Derrotar o esqueleto? Seria no mínimo bizarro. Talvez pra ver aquela She-Ha cavalgando... É, ela tinha um cavalo, oras!!!
Não bebi e não fiz uso de qualquer droga... Sei lá, comi demais.
Eu tenho muito o que escrever e nada pra dizer. Eu tenho músicas e melodias, mas nenhuma para ser cantada. Putz, eu queria ser o He-man, mas sem aquele cabelinho. Ter um Gato Guerreiro? Não, também. Derrotar o esqueleto? Seria no mínimo bizarro. Talvez pra ver aquela She-Ha cavalgando... É, ela tinha um cavalo, oras!!!
Não bebi e não fiz uso de qualquer droga... Sei lá, comi demais.
terça-feira, 18 de novembro de 2008
»Pan«
Peter Pan é o jovem de vestes verdes que vive na imaginária Terra do Nunca. Lá os garotos e garotas voam e materializam banquetes enormes! Lutam bravamente contra piratas e vivem em casas construídas nas árvores! Entretanto o mais impressionante não é nada disso. O melhor é que não envelhecem...
Fui rotulado de Peter Pan. O motivo? Não consigo crescer. Talvez não queira.
Quem sabe seja realmente a fantasia que me impeça: a da ilusão do amor perfeito, da felicidade plena, da paz sobrenatural e do romantismo poético. Devo largar mão desses vícios e aprender a perder (disseram-me isso até ao telefone). Mas realmente dói. Perder a infância e perder as pessoas. Perder os sentidos e perder os laços. Encarar o mundo machuca, mas é necessário. A liquidez da vida e o modernismo da sociedade criaram novas tensões para velhas expectativas. É é horrível perceber que tornou-se clichê o trecho "reféns de nós mesmos".
Talvez eu seja mesmo uma variação de Peter Pan. Afinal de contas nenhum dos dois estão totalmente na moda (o Peter ainda tem um cabelinho meio emocore). Estamos sempre cercados de pessoas sorrindo e adoramos ajudar. Temos imaginação fértil e uma pitada de sarcasmo bobo...
Preciso ir pra frente e crescer...
Fui rotulado de Peter Pan. O motivo? Não consigo crescer. Talvez não queira.
Quem sabe seja realmente a fantasia que me impeça: a da ilusão do amor perfeito, da felicidade plena, da paz sobrenatural e do romantismo poético. Devo largar mão desses vícios e aprender a perder (disseram-me isso até ao telefone). Mas realmente dói. Perder a infância e perder as pessoas. Perder os sentidos e perder os laços. Encarar o mundo machuca, mas é necessário. A liquidez da vida e o modernismo da sociedade criaram novas tensões para velhas expectativas. É é horrível perceber que tornou-se clichê o trecho "reféns de nós mesmos".
Talvez eu seja mesmo uma variação de Peter Pan. Afinal de contas nenhum dos dois estão totalmente na moda (o Peter ainda tem um cabelinho meio emocore). Estamos sempre cercados de pessoas sorrindo e adoramos ajudar. Temos imaginação fértil e uma pitada de sarcasmo bobo...
Preciso ir pra frente e crescer...
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
»Um pedido«
Tudo que gostaria era estar ao seu lado. A cada momento eu espero te ver. Mas é impossível. E como é horrível a sensação de não poder te possuir ou, pelo menos, sentir seu perfume. A dor é suportável pois eu convivo com ela e acabei me acostumando. Por sua causa aliás. Por sua causa também eu me pego gostando da dor pela falta de qualquer outro sentimento.
A euforia é breve, muito breve. Você conhece bem o termo breve, não? A euforia termina quando sei que meu time vai ser campeão. Quando tenho dinheiro, nos passeios junto de minha sombra e nas trocas de olhares e provocações a euforia é ilusória. Aliás, o que não é ilusão? Permaneço em uma sem você.
Tudo que gostaria era estar ao seu lado. A cada momento eu espero te ver. Digo ainda que nada posso fazer a não ser "tocar o barco" sem você. Preciso de qualquer maneira deixar de te escrever, deixar de pensar em você, deixar de pedir de volta a paz que você me roubou. Me desculpe, fui eu mesmo que a perdi.
A euforia é breve, muito breve. E por isso tenho tanto para escrever e tão pouco a dizer. Não me deixam. Proibiram-na. Não devo.
Mas mesmo assim eu quero você de volta.
Você, Tempo... Volta?
Talvez eu saiba escrever mesmo... Mas não me julgue! Isso não é reflexo de nada, mas tenho certeza que você pensou nisso!
A euforia é breve, muito breve. Você conhece bem o termo breve, não? A euforia termina quando sei que meu time vai ser campeão. Quando tenho dinheiro, nos passeios junto de minha sombra e nas trocas de olhares e provocações a euforia é ilusória. Aliás, o que não é ilusão? Permaneço em uma sem você.
Tudo que gostaria era estar ao seu lado. A cada momento eu espero te ver. Digo ainda que nada posso fazer a não ser "tocar o barco" sem você. Preciso de qualquer maneira deixar de te escrever, deixar de pensar em você, deixar de pedir de volta a paz que você me roubou. Me desculpe, fui eu mesmo que a perdi.
A euforia é breve, muito breve. E por isso tenho tanto para escrever e tão pouco a dizer. Não me deixam. Proibiram-na. Não devo.
Mas mesmo assim eu quero você de volta.
Você, Tempo... Volta?
Talvez eu saiba escrever mesmo... Mas não me julgue! Isso não é reflexo de nada, mas tenho certeza que você pensou nisso!
quinta-feira, 13 de novembro de 2008
»Me desculpe: Vergonha«
Me desulpe, estou com vergonha de deixar-te na mão todo esse tempo. Minha cabeça pesanva, mas os dedos não obedeciam. Quando eram os dedos que estavam loucos, a mente em branco se esvaía. Faz tempo que não escrevo. O livro vai sair.
Aliás, estou lendo Neil Gaiman... Lugar Nenhum.
Estarei mais presente, prometo!
Aliás, estou lendo Neil Gaiman... Lugar Nenhum.
Estarei mais presente, prometo!
sábado, 1 de novembro de 2008
»Uma Pausa no Livro«
NENHUM DE NÓS
Amanhã Ou Depois
Deixamos pra depois uma conversa amiga
que fosse para o bem, que fosse uma saída
Deixamos pra depois a troca de carinho
Deixamos que a rotina fosse nosso caminho
Deixamos pra depois a busca de abrigo
Deixamos de nos ver fazendo algum sentido
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
for nunca mais...nunca mais
Deixamos de sentir o que a gente sentia
que trazia cor ao nosso dia a dia
Deixamos de dizer o que a gente dizia
Deixamos de levar em conta a alegria
Deixamos escapar por entre nossos dedos
A chance de manter unidas as nossas vidas
Amanhã ou depois, tanto faz se depois
for nunca mais...nunca mais
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